Mensajepor cipay » Lun Feb 21, 2011 10:22 pm
PARECE QUE EN POCO TIEMPO MAS NOS PEDIRAN QUE AMPLIEMOS OTRA VEZ LA PLANTA PARA PRODUCIR EL 100% DE LOS CELULARES DE NOKIA. PEGO ESTA NOTA DEL DIARIO "O ESTADO DE SAO PAULO"
(PARA "VEAMOS" QUE LA MIRA POR BOLSAR)
Argentina atrai fabricantes de celulares
Com isenção tributária no país vizinho, empresas preferem produzir localmente a importar do Brasil
20 de fevereiro de 2011 | 22h 00
Leia a notíciaEmail ImprimirA+ A- Compartilhar Raquel Landim, de O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Nem mesmo as multinacionais que fabricam celulares estão resistindo às pressões protecionistas do governo Kirchner. Nokia, Samsung e Motorola reduziram as exportações do Brasil e estão fabricando seus produtos na Terra do Fogo, uma zona franca situada no extremo sul da Argentina.
O movimento mais recente foi feito pela finlandesa Nokia. Segundo Luiz Carneiro, diretor de Assuntos Corporativos no Brasil, a Nokia começou a produzir na Argentina no fim do ano passado por meio de parceria com uma empresa terceirizada.
A opção inicial das multinacionais era utilizar o Brasil como plataforma de exportação, mas mudanças tributárias na Argentina comprometeram a estratégia. O governo local elevou de 10% para 21% o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dos celulares, com exceção dos feitos na Terra do Fogo, que são isentos.
Na prática, como só havia fabricantes locais na Terra do Fogo, a medida funcionou como barreira contra importados. Vale ressaltar que o esquema é parecido com a Zona Franca de Manaus. Na semana passada, o governo argentino adotou licenças não-automáticas de importação para celulares importados.
"Com as novas barreiras, vamos intensificar a produção na Terra do Fogo, que passa a atender 100% da demanda do mercado argentino", disse Diego Rosenthal, diretor da Motorola Mobility para a América Latina.
A Samsung iniciou a fabricação televisores e ar-condicionado na Terra do Fogo em 2007. Em 2010, fechou acordo com a fabricante Brightstar para montar telefones celulares. A empresa não quis dar entrevista.
Exportações
As medidas protecionistas na Argentina atingiram em cheio as exportações brasileiras. Nos últimos dois anos, as vendas ao vizinho caíram 54%. Ainda assim, o mercado argentino continua representando metade das exportações do Brasil.
As empresas têm conseguido direcionar parte da exportação para o mercado brasileiro, mas as fracas exportações ajudam a reduzir a produção de celulares no País. "Estão tirando empregos do Brasil e levando para a Argentina. O Brasil deveria repensar o Mercosul", disse Humberto Barbato, presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).